2 de mai de 2010

Cabelos caem mais no Outono, mas nem sempre é calvície

Notou que seus cabelos têm caído mais nesta época do ano? Calma! Não precisa se assustar. É que, durante o outono e o inverno, as madeixas entram naturalmente na parte do ciclo de maior queda, mas temos capacidade de repor o que foi perdido. No verão, são eliminados cerca de 70 fios e, nas estações frias, 100. Agora, se notar entradas, fios finos, curtos e ralos, o problema pode ser calvície, e isso sendo homem ou mulher.


Para tirar suas dúvidas sobre esse incômodo estético, o Terra conversou com a dermatologista e cirurgiã capilar Maria Angélica Muricy Sanseverino. Confira abaixo suas causas, indícios e formas de tratamento:

1) A calvície (alopécia androgênica) é sempre hereditária e se caracteriza pela sensibilidade ao hormônio masculino DHT (dihidrotestosterona);

2) Se as madeixas caírem por conta de outras causas (como estresse, anemia por deficiência de ferro, dieta alimentar restritiva, doenças da tireoide, início ou interrupção do uso de anticoncepcionais orais), a situação é temporária. Após o tratamento, o paciente volta a ter o volume normal. No entanto, esses problemas podem se tornar gatilho para desenvolver a calvície em quem tem predisposição;

3) A calvície é gradativa e não um processo agudo de queda repentina. O que acontece é a miniaturização progressiva dos fios, ou seja, a transformação de fios grossos em finos e cada vez mais curtos;

4) Ao contrário do que muitos pensam, a calvície feminina é tão comum quanto a masculina, porém menos severa, porque o hormônio estrogênio protege contra a perda total dos fios, característica do homem;

5) O incômodo masculino começa na região das têmporas, formando as famosas entradas, e evolui atingindo o topo do couro cabeludo até a região do vertex ("coroa"). O feminino é caracterizado pelo cabelo mais ralo na região central e superior da cabeça, iniciando na linha média de repartição dos fios;

6) Os indícios podem começar a aparecer após a puberdade. No caso das mulheres, o pico é na década dos 30 anos (cerca de 25% das pessoas do sexo feminino) e após a menopausa (50%). No dos homens, 30% deles têm na década dos 30 anos, 40% na dos 40 e 50% na dos 50;

7) O tipo de tratamento depende do grau da calvície. A lista de possibilidades conta com loção capilar, cápsulas de vitaminas específicas, medicamento antiandrogênico para bloquear a formação do DHT, laser e transplante capilar;

8) Os medicamentos antiandrogênicos não causam impotência sexual. Podem diminuir a libido, mas a porcentagem de ocorrências é baixa: menos de 2%. Se houver queixas, não tem efeito cumulativo e nem definitivo;

9) O tratamento clínico recupera as raízes que ainda estão vivas, mas ainda não existe método que as multiplique. Portanto, se um rapaz tem entradas grandes e cabelo na quantidade normal na coroa, a medicação serve para preservar a área da coroa e a sugestão é apostar em transplante nas entradas;

10) A calvície não tem cura. Se abandonar os cuidados, os fios voltam a cair.

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